quarta-feira, 23 de abril de 2014

Terceira Estação


Outono.
A ventania recomeçou.
Presa, do lado de fora,
uma alma nos galhos.
Uma mariposa aprisionada,
sobrevive.
Sobrevoa as luzes.
Pousa nas cortinas.
Repousa nos vitrais,
do lado de dentro de casa.

E toca,
toca o sino dos ventos.
No céu, as andorinhas corriqueiras.
Passa um minuto.
Cintilam gotas furtivas de chuva,
que morrem nos vidros dos carros.
São lágrimas de orvalho,
que recobrem a Terra
São saudades e sonhos
que não cabem mais no céu.

terça-feira, 22 de abril de 2014


Às duas horas, já eram cinco.
Os edifícios encostavam no céu de um deus vitralista.
Uma agulha sob o céu, a despedaçar seu azul.
E tudo era rio.
Um rio de mim.